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Vinhos e receitas

Vim, vi e bebi: curiosidades para orientar-se entre os vinhos italianos

Semanas atrás os meios de comunicação italianos foram invadidos por um burburinho.

O “barulho” foi provocado pelo cantor Sting e a iniciativa de convidar os hóspedes de sua propriedade, na Toscana, a arregaçar as mangas e participar de uma verdadeira experiência no campo.

Pagando cerca de 262 euros, cada hóspede poderia vivenciar um dia de atividades como colher azeitonas, carpinar e recolher uvas, com direito a um pic-nic e degustação final de produtos como azeite e vinhos como o “Message in a Bottle”, um daqueles produzidos por Sting.

A propriedade do cantor britânico chama-se Il Palagio e fica em Figline Valdarno, a menos de 40 km de Florença.

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Sting foi acusado de “mercenário”, mas na verdade a idéia de transformar a “vendemmia” (época da colheita das uvas) em um business participativo não é nova.

O que antes era uma atividade estritamente manual, exercida unicamente por camponeses, nos últimos anos passou a ser “vendido” como experiência turística.

Passar um dia ao aberto, recolhendo uvas nas colinas toscanas, nas ilhas italianas ou em outras localidades do país e colaborar com a produção de um vinho é um prazer pelo qual muitos estão dispostos a pagar.

Em Menfi (Sicília), por exemplo, Mandrarossa promove anualmente o Vineyard Tour  e os turistas podem provar de pertinho a emoção de contemplar a beleza das parreiras e das paisagens italianas, além de participar ativamente da colheita de uvas.

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Para saber quais são as cantinas abertas ao público em todas as regiões italianas, consulte a página http://www.movimentoturismovino.it

Muitas delas são verdadeiros espetáculos e merecem uma visita com direito a desgustação.

Setembro e outubro são sinônimos de “vendemmia” na Itália, mas 2014 corre o risco de ser considerada a pior safra para os produtores de vinho italiano desde a década de 50.

Uma primavera atípica, mais fria, e as chuvas registradas durante o último verão incidiram enormente no volume da produção nacional de vinhos.

Segundo a associação Coldiretti, estima-se que esse ano a Itália produzirá somente 41 milhões de hectolitros, contra os 49,6 milhões registrados no ano anterior.

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Em termos práticos, o prejuízo será revertido em preços mais altos para o consumidor.

Segundo os dados divulgados pela Uvibra (União Brasileira de Vitivinicultura), os vinhos italianos ocupam o terceiro lugar no ranking daqueles importados pelo Brasil, depois dos chilenos e argentinos.

Para evitar que os leitores desse blog fiquem desorientados diante da vasta quantidade de vinhos italianos (mais de 4 mil), pensamos em elaborar algumas indicações genéricas e dicas sobre preços dessa bebida em território italiano.

Na Itália existem 332 vinhos considerados DOC (Denominação de Origem Controlada), 73 classificados como DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) e 118 como IGT (Indicação Geográfica Típica).

Se o vinho não possuir nenhuma dessas classificações, pode ser considerado um “vino da tavola” (vinho de mesa)

Um vinho DOCG não é, necessariamente, de qualidade superior a um vinho DOC ou um IGT.

No entanto, para receber a classificação de DOCG no rótulo o produtor deve respeitar rigorosas exigências estabelecidas pelo governo italiano.

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Para evitar eventuais falsificações, cada garrafa de vinho DOCG é identificado com um número progressivo.

Considerando o volume e não o valor de faturamento, os vinhos italianos mais procurados em 2013 no exterior foram o Pecorino, o Pignoletto e o Falanghina Negroamaro.

Nos Estados Unidos da América, os vinhos italianos mais consumidos são o Chianti, o Brunello di Montalcino, o Pinot Grigio, o Barolo e o prosecco.

Na Alemanha, o Amarone della Valpolicella é um dos mais apreciados.

Fiz uma pesquisa em um site brasileiro especializado no setor para verificar os preços de alguns dos vinhos italianos mais vendidos no Brasil e compará-los aqueles de Roma.

Lambrusco tinto Seco 750 ml: 20,60 reais no Brasil, 6,65 euros (preço médio italiano)
Frascati bianco 750 ml: 31,50 reais, 6 euros (preço médio italiano em supermercados)
Bardolino 750 ml: 32,90 reais, 3,70 euros (preço médio italiano em supermercados)
Chianti Colli Senesi 750 ml: 63,80 reais, 7,50 euros (preço médio italiano em supermercados)
Valpolicella Ripasso 750 ml: 84,90 reais, 9,30 euros (preço médio italiano em supermercados)
Barolo 2004 DOCG 750 ml: 178,35 reais, 25,00 euros (preço médio italiano em supermercados)
Amarone della Valpolicella DOC: 210,40 reais, 26,00 euros (preço médio italiano em supermercados)
Brunello di Montalcino: 1,5 l: 473,00 reais, 78,00 euros (preço médio italiano em supermercados)

This article has 3 comments

  1. olioviadellafonte

    Excelente reportagem ! Muito bom o teu blog ! Parabéns !

    Nós tivemos também um grande prejuízo com a colheita de azeitonas este ano . No fim resolvemos não colher e deixar de fazer nosso azeite extra virgem de oliva que produzimos todos os anos.
    Viu lá no meu blog ?

    Se interessar passe lá pra ver : viadellafonte.com
    Facebook : Via della Fonte

    bjs
    Eliane

  2. Anelise Sanchez

    Pois é, Eliane.

    A safra desse ano foi terrível para o azeite os vinhos em diversas regiões italianas.
    Aqui no Lacio tb!
    Vamos la visitar o seu blog!
    Agradecemos a visita.

  3. Ilma Madureira

    O vinho no Brasil é caríssimo. Super tributado e vai aumentar mais. Uma pena. Só quando viajo consigo beber um cálice diariamente.

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