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Vinhos do Lácio: In vino veritas!

Conhecer faz muita diferença. Ninguém precisa ser um sommelier profissional para aventurar-se entre os inúmeros vinhos italianos, mas descobrir um pouco mais sobre as principais etiquetas produzidas na região do Lácio pode revelar-se útil em sua próxima viagem à Roma. Assim, além de entender a carta de vinhos de um restaurante da capital, você evita inconvenientes como, por exemplo, ter que pagar um preço exorbitante por um vinho de pouco prestígio.

Notei que, em alguns supermercados brasileiros, vários vinhos que os romanos consomem diariamente são extremamente caros, cúmplices as taxas de importação. Preços altos podem induzir o consumidor a pensar que está comprando um grande vinho, mas nem sempre essa máxima é verdadeira.

Os romanos iniciaram a tradição vinícola há mais de dois mil anos e, ainda hoje, na zona onde encontra-se os antigos mercados de Trajano, existe a Via Biberatica, nome derivado da palavra latina Biber, ou seja, bebida. Ali, diversas tavernas comercializavam vinho.

Atualmente, os vinhedos do Lácio concentram-se, principalmente, nas colinas ao redor da capital, na zona mais conhecida como os Castelli Romani, na província de Rieti, Frosinone – que privilegia a produção do tinto Cesanese – e, enfim, o litoral romano com as áreas de Aprilia e Circeo.

O Lácio oferece grande variedade de vinhos brancos secos e muitos se originam da variedade de uvas Trebbiano, mas aqueles de qualidade superior são realizados com uma pequena percentual de Malvasia ou com 100% de uvas de uma videira Grechetto, que também é típica da Umbria.

Sem dúvida alguma, o Frascati é um dos vinhos mais famosos do Lácio, mas Marino, Colli Albani, Velletri, Colli Lanuvini, Colli Etruschi Viterbesi, Cesanese del Piglio, e Est Est Est di Montefiasconi – produzido na zona de fronteira com a Toscana e a Umbria – também são encontrados facilmente na carta de vinhos dos restaurantes romanos.

Na categoria de vinhos doces, o Aleatico di Gradoli (liquoroso e companheiro de sobremesas a base de chocolate ou biscoitos secos) e o Moscato de Terracina, ótimo para um aperitivo e para acompanhar frutos do mar, são alguns dos nomes mais conhecidos.

Para quem procura o máximo, em 2013, o guia Gambero Rosso premiou os seguintes vinhos e cantinas como os melhores da região:

Fiorano Bianco 2010 (Tenuta di Fiorano, média de 22 euros), Frascati Superiore Epos 2011 (Poggio alle Volpi, 10 euros), Montiano 2010 (Falesco, entre 20 e 30 euros) e Poggio della Costa 2011 (Mottura, preço médio 11 euros).

Se também quiser entender um pouco mais sobre as diversas classificações dos vinhos italianos, aqui seguem algumas indicações:

Vino da Tavola ou vinho de mesa:

Aqueles de qualidade inferior e que não especificam no rótulo o nome da uva, nem a safra, nem a região de procedência.

Vinhos IGT (Indicazione Geografica Tipica)

Vinho de Mesa elaborados em regiões geográficas específicas. No rótulo você poderá encontar informações adicionais como o nome da uva, a safra, a região de produção e o tipo de vinho.

Vinhos DOC, ou seja, com Denominazione di Origine Controlata (DOC)

A DOC foi a primeira qualificação dos vinhos italianos de qualidade, criada na década de 60. É atribuída aos vinhos provenientes de diversas regiões vinícolas delimitadas. Estima-se que 15% dos vinhos italianos pertencem às DOCs e são elaborados com específicas variedades de uvas de cada região e seguindo métodos específicos de vinificação.

Vinhos DOCG, com Denominazione di Origine Controllata e Garantita (DOCG)

Classificação idealizada por volta de 1982, abrange os melhores vinhos da Itália. Esta é a denominação sonhada por todo vinho italiano, pois para conquistá-la a cantina seguiu a risca rigorosos parâmetros e normas para elaborar o vinho. Como pode imaginar, a quantidade de vinhos DOCG   é restrita e por isso eles costumam ser mais caros.

 

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