
La Tavernetta 48: cozinha romana com sotaque mineiro
Uma das maiores dificuldades de encontrar um restaurante para comer no centro histórico de Roma é distinguir entre os possíveis lugares caça-turistas e autênticas trattorie.
Muitas vezes, quando o cardápio atrai o nosso interesse os preços não são abordáveis. Quando o menu é muito econômico o cliente desconfia da qualidade da comida (que pode ser precotta ou cozida antecipadamente) ou é obrigado a degustar um prato de fast-food em pé. Não costumo divulgar o nome de muitos restaurantes que frequento, mas como a Tavernetta 48 foi um achado e considerando que o seu proprietário é brasileiro, achei que merecia compartilhar com vocês as minhas impressões sobre o restaurante.
Frederico é um jovem mineiro de Pedro Leopoldo, cidade natal de Chico Xavier. Com o riso solto e uma discrição rara, Frederico não é um tipo autocelebrativo. Apesar do talento e da capacidade empreendedora, com modéstia atribui o seu sucesso à sorte, ao acaso. Morador de Roma há doze anos, ele conta que era um conhecido do antigo chef de cozinha do restaurante. Um profissional que um dia decidiu mudar de vida e apresentou a ele a chance única de levar adiante a sua antiga atividade comercial.
Era pegar ou largar. Mesmo sem um grande capital à disposição e com pouca experiência no setor gastrônomico, Frederico aceitou o desafio. Com o tempo, a Tavernetta 48 começou a conquitar os paladares de clientes fiéis, incluindo políticos que trabalham ali perto, no Palazzo Madama, sede do Senado italiano.
O restaurante fica na Via dei Spagnoli, um beco semiescondido a poucos metros de praças muito movimentadas como aquela que abriga o Panteão, o mercado de frutas e verduras de Piazza delle Coppelle ou a famosa Piazza in Campo Marzio.
O isolamento da rua, que poderia ser considerado um ponto negativo para muitos, faz a alegria dos clientes que chegam até lá. A sensação é aquela de frequentar um ambiente acolhedor, fora do caos metropolitano. O que mais curto na Tavernetta 48 é o fato de não sair de lá decepcionada. A cozinha é tipicamente romana, mas a hospitalidade é brasileira.
Na hora do almoço é possível degustar um primeiro prato de massa, um segundo prato de carne ou peixe, mais água e ¼ de litro de vinho por um preço médio de 15 euros. Pessoalmente, adorei a carbonara tartufata (com trufas negras) e o prato de farfalle com carciofi e pecorino (macarrão tipo gravatinha com alcachofras e queijo de ovelhas).
agora ja sei onde ir quando estiver em roma!
Que bom! Vai gostar!