DiárioSexto Sentido

Por trás da fachada da Dolce Vita

O que o mito está nos impedindo de enxergar nos tempos modernos

Duas notícias chamaram a minha atenção essa semana.

A primeira, aquela da socióloga francesa, Alizée Delpierre, que decidiu abordar o tema da servidão moderna de forma científica.

Ela chegou a trabalhar como babá, assistente de cozinha e aur pair em famílias da aristocracia parisiense.

O resultado de anos de pesquisa é a obra Servir les riches – Les domestiques chez les grandes fortunes e lendo duas conclusões é fácil intuir que, com algumas variações, existem situações que se repetem em outras partes do mundo.

A segunda notícia é o resultado do relatório anual do banco UBS, especializado na gestão de patrimônio de alta renda, sobre a distribuição da riqueza em 56 países. O Brasil lidera o número de milionários na América Latina, com 433 mil pessoas com fortunas superiores a 1 milhão de dólares, mas se confirma como a nação mais desigual do mundo.

Não é a primeira vez que esse tema vem à tona na sociedade francesa. O filme “entre dois mundos”, dirigido por Emmanuel Carrère e estrelado por Juliette Binoche também descreve a experiência de se infiltrar no mundo das diaristas. Mas e a Itália?

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