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cafeterias históricas na Itália
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Cafeterias históricas: a Itália em uma xícara

Se as xícaras, mármores, estuques e cadeiras aveludadas não fossem objetos inanimados e pudessem falar, quantas histórias contariam sobre os assíduos frequentadores das cafeterias históricas italianas? Todo mundo sabe que os italianos adoram café e que exportaram no mundo todo o ritual de saborear um espressocappuccino ou infinitas outras variações da bebida. O que nem todo mundo imagina é que esse costume é antiguíssimo e que, provavelmente, a primeira cafeteria do país foi inaugurada por 1570, em Veneza.

A cidade mantinha um grande fluxo de comércio com o império otomano e a bebida teria sido importada do Egito por um médico-botânico chamado Prospero Alfino. Em pouco tempo o número de cafeterias da cidade cresceu enormemente. Em 1720 foi inaugurado o famoso Caffè Florian, na Piazza San Marco, e treze anos mais tarde registra-se a presença de cerca duzentas cafeterias em Veneza.

cafeterias na Itália

Assim como os bistrôs parisienses, as cafeterias italianas eram o ponto de encontro de artistas, revolucionários, intelectuais, empresários e da emergente burguesia. A diferença é que em Veneza, ao contrário do que acontecia em outras cidades europeias, as mulheres também tinham acesso às cafeterias. Aquele ambiente era um dos preferidos por Giacomo Casanova quando cortejava as damas da época.

Com o passar dos anos novas cafeterias foram surgindo em várias outras cidades italianas e foram verdadeiros laboratórios políticos. Durante o Risorgimento – movimento nacionalista que lutava pela unificação do país, até então dividido em vários Estados – eram nas cafeterias que nasciam ideais e opiniões que monarcas pagariam para ouvir. Nesse post, para quem adora café (como eu) uma seleção de algumas das mais belas cafeterias históricas italianas.

Caffè Florian, Veneza: O local dispensa apresentações. Inaugurado em 1720 e restaurado pela última vez em 2012, o Caffè Florian foi frequentado por personalidades como Goethe e Byron. Fica em uma das praças mais cenográficas do mundo e o seu interior é repleto de ambientes deslumbrantes como a Sala das Estações ou aquela dedicada a venezianos famosos como Marco Polo ou o pintor Tiziano.

Florian, Veneza,Caffè Florian, Veneza O local dispensa apresentações. Inaugurado em 1720 e restaurado pela última vez em 2012, o Caffè Florian foi frequentado por personalidades como Goethe e Byron. Fica em uma das praças mais cenográficas do mundo e o seu interior é repleto de ambientes deslumbrantes como a Sala das Estações ou aquela dedicada a venezianos famosos como Marco Polo ou o pintor Tiziano. Caffè Florian: Piazza San Marco, 57 (Veneza)

Caffè Florian: Piazza San Marco, 57 (Veneza)

Caffè Pedrocchi, Pádua: Inaugurado em 1831, o Caffè Pedrocchi é um edifício neoclássico projetado por Giuseppe Jappelli e dividido em dois ambientes. O primeiro é o chamado “café sem portas” porque era aberto a todos e até 1916 funcionava 24 horas por dia. O segundo é o “Caffè Ridotto”, espaço mais exclusivo reservado à burguesia e que teve como clientes os soberanos da família Savoia. O local possui ricas salas e uma de suas especialidades é o caffè macchiato alla menta.

Pádua, caffè Pedrocchi

Caffè Pedrocchi: Via VIII Febbraio, 15, Pádua

Zucca in Galleria, Milão: “Zucca in Galleria”, no interior da famosa Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão, era um dos locais preferidos por Giuseppe Verdi e Arturo Toscanini para uma pausa depois de frequentar o Teatro alla Scala. Ainda hoje, é um local repleto de cultura e história.

Cafeterias históricas na Itália

Zucca in Galleria: Galleria Vittorio Emanuele II, esquina Piazza Duomo

Giubbe Rosse, Florença: Fundado em 1897 com o nome de “Cervejaria F.lli Reininghaus” por fabricantes de cerveja alemã, a cafeteria foi rebatizada de “le giubbe rosse” (casacas vermelhas), a cor dos uniformes de seus garçons. O local foi frequentado por vários intelectuais e serviu de inspiração para revistas literárias.

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Giubbe Rosse: Piazza della Repubblica, 13/14r, Florença

Gran Caffè Gambrinus, Nápoles: O cenário é aquele de Piazza Plebiscito e do Palazzo Reale e a cafeteria é aquela fundada em 1860 e renomeada em 1890 de Gran Caffè Gambrinus. Frequentada pela Imperatriz Sissi, até hoje é um ponto de encontro adorado pelos moradores de Nápoles.

cafeterias históricas italianas

Gran Caffè Gambrinus: Via Chiaia, 1-2. Nápoles

Antico Caffè Greco, Roma: É quase uma instituição em Roma. O ponto de encontro ideal para quem adora fazer compras na luxuosa Via Condotti. Sua sala mais famosa é chamada de Omnibus devido as suas dimensões (8 metros de comprimento e 2 de largura) e todos os seus ambientes nos dão a impressão de visitar um museu porque repletos de quadros.

Antigo Caffè Greco em Roma

Antico Caffé Greco: Via Condotti, 86, Roma

Caffè Canova Tadolini, Roma: Quando estiver no centro histórico de Roma, não perca a chance de conhecer o antigo ateliê de Antonio Canova, transformado em uma elegante cafeteria. A experiência de degustar um espresso circundado por obras de arte é única!cafeterias históricas em Roma

Caffè Canova Tadolini: Via del Babuino, 150 a/b, Roma

Caffè degli Specchi, Trieste: É uma das cafeterias mais famosas da cidade e fica no térreo do Palazzo Stratti, um edifício neoclássico. Inaugurado em 1839, foi frequentado por Franz Kafka e James Joyce. Hoje, dos espelhos originais que recobriam suas paredes ficaram somente três, mas o Caffé degli Specchi ainda mantém todo o seu fascínio.


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Caffè degli Specchi: Piazza dell´Unità d´Italia, 7, Trieste

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