Viagem para Florença na Itália
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Viagem para Florença: 5 tipos de passeios para explorar a cidade

Decidir o que ver em Florença pode não ser uma missão tão fácil. Todos nós sabemos que a cidade símbolo do Renascimento italiano concentra tantas atrações que selecionar o que incluir em um roteiro pode gerar dúvidas, principalmente se o tempo à disposição é escasso.

Florença, Itália

Pensando nisso, elaborei cinco opções de passeios em Florença; desde aquele para aqueles que passarão por lá pela primeira vez, até sugestões de passeios para quem procura cantinhos menos frequentados pelo turismo de massa. Antes de mais nada, decida o meio de locomoção para chegar até a cidade. Se a sua ideia for um bate-volta saindo de Roma, Bolonha, Siena ou de outra cidade com uma distância média a melhor opção é o trem.

Florença, Itália

Considere a hipótese do carro só se de lá pretende continuar uma road trip pela Itália. O centro histórico da cidade deve ser visitado a pé e encontrar estacionamento nos arredores do Piazzale Michelangelo não é fácil e algumas zonas são reservadas exclusivamente aos residentes.

Florença clássica para quem visita a cidade pela primeira vez

Florença, Itália

Piazza della Signoria: Parada obrigatória e coração da vida política e social da cidade, a praça é um museu a céu aberto. Além de abrigar o Palazzo Vecchio (sede da prefeitura), concluído em 1322, conserva uma cópia de Davi – a famosa estátua de Michelangelo (a original, para quem quiser conferir, está na Galleria dell’Accademia) – e outra do Marzocco, o leão esculpido por Donatello, além da chamada Loggia dei Lanzi (que leva o nome dos guarda-costas de Cosimo I, que alojavam ali), e da Fontana del Nettuno, celebrando as vitórias navais da região.Também foi na Piazza della Signoria que Girolamo Savonarola e seus adeptos realizaram a chamada “fogueira das vaidades”, queimando livros, cosméticos e objetos de considerados pecaminosos.

Florença, Itália

Piazza del Duomo: Como o próprio nome diz, o protagonista da praça é o Duomo de Santa Maria del Fiore, o Batistério – com seus portões de bronze encomendados em 1401 para festejar o fim da peste na cidade e considerado um dos edifícios mais antigos de Florença – e o Campanário de Giotto, com seus quase 85 metros de altura, recoberto de mármores coloridos branco, verde e rosa e estátuas de profetas e janelas como decoradas por bordados.

Florença, Itália

Na mesma praça, é impossível não se encantar com um dos símbolos de Florença, a Cúpula de Brunelleschi. Ele era um homem de mil talentos (entre eles era ourives, matemático e engenheiro) e que aceitou o desafio de construir a cobertura para a base octogonal da igreja. Não usou andaimes e o projeto levou 15 anos para ser concluído. A cúpula tem uma base de 46 metros de diâmetro, 114 de altura e pesa 25 mil toneladas. Na verdade, é composta por duas calotas sobrepostas e um dos segredos de sua estabilidade é a posição dos tijolos usados para construí-la, intercalados na forma de uma espinha de peixe. Internamente, é recoberta por afrescos do Juízo Final de Giorgio Vasari.

Florença, Itália

Gallerie degli Uffizi: Obra do arquiteto e pintor Giorgio Vasari, famoso por ter escrito um livro com anedotas e curiosidades sobre a vida de grandes artistas nascidos entre 1200 e o Renascimento. Começou a ser construída em 1560 e, inicialmente, deveria abrigar os escritórios (em italiano, uffici) administrativos do Gran Ducato di Toscana. Em seguida, começou a ser ocupado pela coleção de obras de arte da família Medici, antes situadas no Palazzo Vecchio.

Florença, Itália

Foi inaugurada a poucos privilegiados em 1591 e só em 1765 ao grande público. Em seus 6 mil metros quadrados reúne 1835 obras permanentes, algumas entre as mais importantes da história da humanidade como La nascita di Venere e La Primavera, ambas de Botticelli, o Bacco, de Caravaggio, e os retratos do Duque e a Duquesa de Urbino (dizem que ela teria sido retratada depois de morta e ele de perfil porque o outro lado do seu rosto tinha cicatrizes).

Basilica di Santa Croce: Conserva túmulos e monumentos de expoentes florentinos como Michelangelo, Maquiavel e Galileu, além de afrescos de Giotto e de seu aluno, Taddeo Gaddi, autor daquela que é considerada a primeira cena noturna da arte ocidental. No claustro ao lado da basílica fica a Cappella Pazzi, obra de Brunelleschi.

Florença, Itália

Ponte Vecchio: A ponte também foi construída pelo aluno de Giotto, Tadeo Gaddi, e inicialmente não era sinônimo de luxo e ourivesaria, mas era território de açougueiros, curtidores e ferreiros. Essas categorias de profissionais incomodavam a vizinhança e acabaram sendo expulsas da ponte em 1593. Por cima das lojas fica uma parte do corredor vasariano, uma passagem que unia Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti e permitia a livre circulação da família Medici sem que eles se misturassem à população da cidade.

Florença, Itália

Basilica di San Lorenzo: Era a igreja paroquial da família Medici. Em 1419, a família decidiu financiar o projeto de reconstrução do edifício e para isso contratou o melhor arquiteto da cidade, Filippo Brunelleschi. Muitas décadas depois, Michelangelo apresentou o projeto da fachada (não concluída) e trabalhou na realização dos túmulos dos Medici, da escadaria, as mesas e o teto da biblioteca que conserva manuscritos dos Medici. A Basílica também conserva os púlpitos de bronze de Donatello. Nessa obra, Donatello representa Cristo como uma pessoa idosa. Ali nos arredores também fica uma boa opção gastronômica, o Mercato Centrale ou Mercato di San Lorenzo que, além de frutas, carnes e verduras também é um espaço descolado para provar pratos toscanos.

Florença, Itália

Palazzo Pitti e Giardini di Boboli: Construído para o banqueiro Luca Pitti, é uma ostentação de riqueza que levou os herdeiros da família à falência e permitiu que os Medici comprassem o edifício e ali fixassem residência. Hoje suas salas exibem tesouros da família mais poderosa da história da cidade. Combine a visita com um passeio pelos elegantes jardins de Bobboli, abertos ao público em 1766.

Florença, Itália

Piazza della Repubblica: Esta praça abrigou o antigo mercado da cidade até 1860, período em que o local foi reurbanizado e ganhou o arco triunfal que caracteriza a piazza. Hoje é palco de algumas das mais antigas cafeterias da cidade como o Caffè Le Giubbe Rosse, infelizmente em grave crise econômica.

Florença, Itália

Piazzale Michelangelo: Um dos melhores mirantes naturais para observar a cidade do alto (melhor ainda se no final da tarde) e voltar para casa com fotos incríveis de Florença.

Florença, Itália

Museo Ospedale degli Innocenti: Como assim. Você me propõe uma visita a um hospital? Na verdade, esse foi o primeiro orfanato do velho continente (inaugurado em 1444). Projetado por Brunelleschi, no passado era muito comum que mães solteiras ou com dificuldades econômicas abandonassem os filhos diante do Ospedale degli Innocenti. São os “trovatelli”, os recém-nascidos deixados dentro de uma rotatória dotada d eum sino que as mães tocavam para avisar que uma nova criança chegava ao orfanato. Você pode ler mais a respeito nesse post: Filhos de todos, filhos de ninguém

Florença, Toscana

Santa Maria Novella: A igreja que também dá o nome à estação ferroviária da cidade foi erguida por dominicanos entre 1279 e 1357. Seu interior gótico reserva surpresas como o afresco A Santíssima Trindade.

Florença, Toscana

Florença Trend para quem já conhece o clássico

Na área conhecida como Oltrarno, aproveite para explorar as ruas ao redor da igreja de Santo Spirito, projetada por Burnelleschi, e conhecer uma parte da cidade conhecida por suas lojas de antiguidades (como Via Maggio) e laboratórios de artesãos que está ditando tendências em matéria de arte e design e gastronomia, especialmente aqueles espaços inspirados na atmosfera bohémien. Gurdulù (Via delle Caldaie, 12/R), por exemplo, é comandado por um chef que já colaborou com nomes da gastronomia internacional, como aquele de Heinz Beck.

Florença, Itália

Florença para gulosos e fãs do aperitivo à italiana

Se você è o tipo de turista que não tem pressa e acredita que uma imersão gastronômica seja uma maneira de descobrir a cidade como um local, entre um passeio e outro aproveite para fazer uma pausa para um aperitivo no Locale Firenze (Via delle Seggiole), um misto entre moderno e ambientes renascentistas. Para provar delícias de street food como o chamado “peposo” à base de picadinho de carne Chianina com pimenta, reserve Il Cernacchino (via della Condotta, 38R). Para surpreender-se com o sabor de vinhos toscanos e trufas, vá até Procacci (Via Tornabuoni, 64/R).

Florença, Itália

Florença insólita Nós costumamos associar Florença ao Renascimento, mas a cidade também tem um lado pouco conhecido por turistas. Passeando, por exemplo, pela Via San Niccolò, você cruzará com obras de street art que reinventa os clássicos florentinos em versão urbana e despojada. Muitas são do artista Blub. Outro lugar para desvendar uma Florença insólita é o Musma (Via dell´Orto, 7), Museo di Simbologia Massonica.

Florença, Itália

Florença fashion Para quem não resiste às compras, algumas lojas imperdíveis são aquelas da Via Tornabuoni (com as grandes marcas da alta moda), Luisavia Roma (Via Roma, 19/21r), adorada pelas celebrities, Officina del Profumo Farmaceutica di Santa Maria Novella (Via della Scala, 16), para compras perfumes e sabonetes, e o mercadinho de Sant´Ambrogio (Piazza Ghiberti) se você curte roupas vintage do tipo brechó.

Florença, Itália

Florença linguística

As origens do idioma italiano estão intimamente ligadas à Toscana. Ela nasceu por volta de 1500, quando estudiosos  pensaram em inspirar-se no  fiorentino de 1300 usado por poetas como Dante Alighieri como modelo para um novo léxico, morfologia, sintaxe e fonética. Intelectuais reuniram-se periodicamente para discutir e estudar o uso da língua e assim nascia, em 1583, a chamada Accademia della Crusca, a instituição nacional dedicada ao estudo e à tutela da língua italiana, algo comparável à nossa Academia Brasileira de Letras. Nem todo mundo sabe que a Accademia della Crusca fica em um edifício belíssimo, a Villa Medicea di Castello (Via di Castello, 16) que você pode conhecer se agendar uma visita enviando um e-mail para: accademiadellacrusca@cscsigma.it

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