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Galleria Colonna em Roma
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Galleria Colonna: um olhar sobre a casa de uma potente família romana

Roma é como uma matrioska, o conjunto de bonecas russas de madeira que em seu interior contém peças de diferentes tamanhos e que encaixam-se com precisão umas dentro das outras. É uma cidade que revela-se gradualmente. Um lugar onde pedaços de história unem-se em uma geometria perfeita. Prova disso são os inúmeros palácios do centro histórico, quase sempre modestos e despretenciosos por fora, mas surpreendentes por dentro.

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A capital sempre foi território de famílias potentes que deram origem a vários Papas, muitos deles colecionadores de arte. Sobrenomes como Barberini, Aldobrandini, Borghese, Chigi, Orsini, Colonna, Doria Pamphilj ou Farnese, só para citar alguns, estão por todos os lados em Roma.

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Edifícios, praças e acervos de museus são algumas das obras que saltam aos olhos e levam nomes da nobreza romana. O que não vemos e podemos só imaginar são os complôs, traições, conspirações e intrigas que, no passado, aconteceram naquelas famílias.

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Para “espiar” um dos luxuosos ambientes frequentados pelos Colonna, uma das mais influentes dinastias romanas, você pode visitar a Galleria Colonna. A galeria fica no interior do Palazzo Colonna, um dos maiores e mais antigos palácios particulares da capital.

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Construído a partir do século XIV e ainda residência dos descendentes da família, o edifício fica na centralíssima Piazza Santi Apostoli. O local para erguer a residência foi escolhido em 1425 pelo Papa de família, Martino V, e foi ampliado depois que um dos Colonna, Marcantonio, casou-se com a rica Lucrezia Gara della Rovere, sobrinha do Papa Júlio II.

Se suas paredes falassem, quantas histórias poderiam contar. Além de Marcantonio, que participou da histórica batalha naval de Lepanto entre turcos cristãos, o palácio foi residência de vários outros membros da família como Maria Mancini, amante de Luís XIV de França, e Vittoria Colonna, a poetisa amiga de Michelangelo. Vou dedicar um próximo artigo ao palácio e aos seus apartamentos, mas nesse post o tema central será a galeria.

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A pequena entrada para a galeria encontra-se na Via della Pilotta, em um lugar tranquilo que nem parece que fica nos arredores da movimentada Via IV Novembre. Voltando da Fontana di Trevi e percorrendo essa rua você notará que ela possui quatro pontes com arcos que unem o Palazzo Colonna ao seus jardins.

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Ao entrar naquele que é um dos mais belos ambientes do Barroco romano é impossível não ficar boquiaberto com seus 40 metros de comprimento por 14 de altura. A opulência está em todos os lados. Espelhos, quadros, estátuas romanas, arazzi, colunas, lustres, mármores e afrescos criam uma combinação pensada para ostentar a riqueza dos Colonna. As personalidades que frequentavam o lugar deveriam ser imediatamente impressionadas com uma perspectiva perfeita entre salas, pavilhões e uma grande janela com uma vista espetacular.

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A galeria foi inaugurada em 1700 e vários detalhes exaltam as conquistas da família. A vitória do comandante Marcantonio Colonna na Batalha de Lepanto é representada em várias pinturas e até uma coluna de mármore vermelho faz alusão ao brasão da família. O autor do projeto inicial da galeria foi o arquiteto Antonio del Grande, mas outros nomes famosos como Gian Lorenzo Bernini e Carlo Fontana colaboraram com a sua conclusão.

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Os Colonna não economizaram para compor o próprio acervo e a galeria exibe obras-primas de artistas como Ghirlandaio, Il Bronzino, Gurecino e Tintoretto, espelhos decorados com afrescos, lustres hiperbólicos, colunas de mármores amarelos de Siena e móveis preciosos.

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Um dos mais surpreendentes é uma arca de madeira e marfim entalhado que reproduz o Juízo Universal pintado por Michelangelo na Capela Sistina. Artistas austríacos levaram 29 anos para realizá-lo. O Papa da família Colonna também é homengeado com um afresco no teto da chamada Sala dell´Apoteosi di Martino V. Vale lembrar que durante o seu longo pontificado de dez anos a sua residência foi o Palazzo Colonna.

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Na Sala Grande fica um objeto muito curioso, uma bala de canhão que teria caído exatamente ali em 1849 depois de ter sido disparada do Gianicolo pelo exército francês no período de crise do governo pontifício. O objetivo era atingir o Papa, que na época morava no Quirinale, localizado nas proximidades do Palazzo Colonna.

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Informações:  A Galleria Colonna pode ser visitada aos sábados pela manhã, das 9h às 13h15, e as visitas guiadas estão incluídas no preço do ingresso, que custa 12 euros por pessoa. A visita em italiano acontece às 10h, 11h e 12h30. Aquelas em francês às 10h30 e em inglês às 12h30.
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